Uma campanha para repensar a forma como consumimos
Consumir faz parte da vida. No entanto, o problema começa quando o consumo deixa de ser uma escolha e passa a nos consumir. A campanha Consuma, Mas Não Seja Consumido nasce justamente para provocar essa reflexão e apresentar outra possibilidade: consumir com consciência, valorizar o que já existe e transformar produtos destinados ao descarte em novas oportunidades.

O que existe por trás de uma peça?
Uma roupa pode parecer apenas uma roupa. Entretanto, cada tecido, estampa e material carrega uma história e um processo de produção. Por isso, a campanha propõe olhar novamente para peças que perderam sua função original.
Uniformes, roupas e outros materiais podem ganhar uma nova vida. Em vez de seguir para o descarte, por exemplo, esses materiais podem passar por higienização, preparação e customização antes de se transformarem em novos produtos. Foi justamente essa experiência que ajudou a construir a proposta do Tribunow.
Além disso, uma peça que estava encostada pode recuperar seu valor. Com cuidado, design e identidade própria, ela pode chegar ao consumidor como um novo produto e oferecer uma experiência de compra diferenciada.
Economia circular na prática
A campanha transforma a economia circular em uma experiência concreta. Primeiro, o projeto reutiliza materiais que já existem. Depois, entram em cena criação, design, produção e customização. Assim, um produto que poderia terminar no lixo ganha uma nova função e retorna ao ciclo de consumo.
Ao mesmo tempo, essa lógica reduz a necessidade de novas matérias-primas. Também cria alternativas para equilibrar custos, produção e impacto ambiental. Dessa maneira, a proposta reúne três ações fundamentais: reutilizar, ressignificar e prolongar a vida dos materiais.
Para desenvolver essa proposta, o Tribunow ampliou sua experiência em confecção e passou a trabalhar com diferentes técnicas. Entre elas estão: silk screen, bordado eletrônico, patches siliconados, patches resinados, criação de artes e estampas e desenvolvimento de novas soluções para os produtos.
Além disso, a produção envolve uma coleção com 12 modelos de telas e cerca de 60 modelos de patches, ampliando as possibilidades de customização.


Os 4 Rs: repensar, reduzir, reutilizar e reciclar
A campanha Consuma, Mas Não Seja Consumido também se conecta aos 4 Rs da sustentabilidade: repensar, reduzir, reutilizar e reciclar. Primeiro, é preciso repensar nossos hábitos e entender se realmente precisamos consumir determinado produto. Depois, reduzir o desperdício e o excesso de consumo. Sempre que possível, reutilizar materiais e prolongar sua vida útil. Por fim, quando a reutilização não for mais possível, encaminhar os materiais para a reciclagem. Na prática, os 4 Rs ajudam a transformar o consumo em uma escolha mais consciente e responsável.
A frase “CONSUMA, MAS NÃO SEJA CONSUMIDO” resume o espírito da campanha. Mais do que incentivar ou rejeitar o consumo, a proposta questiona como, por que e o que consumimos. Antes de comprar algo novo, vale fazer algumas perguntas:
Isso precisa ser descartado?
Pode ser reutilizado?
Quem produziu?
Qual impacto esse produto gera?
Existe uma alternativa mais consciente?
Por isso, pequenas mudanças na forma de consumir podem abrir novos caminhos para materiais, negócios, comunidades e para o próprio meio ambiente.
Uma experiência que começa no produto
A campanha também dialoga com a experiência construída pelo Tribunow por meio da SECNP – Skate: Este Carrinho Não Polui!
A partir da SECNP, o Instituto desenvolveu experiência em branding, confecção, estampas, patches e produção de materiais relacionados à cultura urbana. Além disso, essa trajetória ampliou a capacidade do projeto de transformar ideias e mensagens em produtos físicos.
Agora, essa experiência também se volta para uma discussão maior: nosso relacionamento com o consumo.
A conexão com a SECNP
A campanha também dialoga com a experiência construída pelo Tribunow por meio da SECNP – Skate: Este Carrinho Não Polui! A partir da SECNP, o Instituto desenvolveu experiência em branding, confecção, estampas, patches e produção de materiais relacionados à cultura urbana, e essa trajetória contribuiu para ampliar a capacidade de transformar ideias e mensagens em produtos físicos.
Agora, essa experiência também pode ser aplicada a uma discussão maior: o nosso relacionamento com o consumo.
Quer conhecer todas as etapas, referências e possibilidades da campanha?
Consulte abaixo o material completo produzido pelo projeto:
Da peça doada à nova coleção
A partir das peças doadas, Andréia, proprietária da marca Sk8 4Girl, recebeu o convite para criar uma nova coleção e dar novas possibilidades aos materiais que já existiam.
O projeto parte de uma ideia simples: em vez de descartar, transformar.
Para isso, Andréia analisou cada peça e desenvolveu novas propostas de design, assim, parte dos materiais originais permanece na criação, enquanto cada peça ganha uma nova função e identidade.
Nos croquis, é possível visualizar as peças doadas e, ao lado, as propostas desenvolvidas para transformá-las. Dessa maneira, o projeto mostra, na prática, como a reutilização pode se transformar em criação, design e identidade.
